Ônibus municipais são impedidos de entrar no terminal de Ibirité após aumento não ser aprovado pela Prefeitura

O transporte público no Brasil é considerado precário, os usuários pagam valores abusivos e com aumento todos os anos. Os empresários são quem ditam as regras, lucram cada vez mais e não fornece o mínimo de qualidade para quem embarca e desembarca todos os dias. 

Trabalhadores e trabalhadoras de todo o país passam todos por uma verdadeira saga cruel e desumana ao utilizar o transporte público. Os direitos dos usuários estão sendo violados uma vez que o funcionamento destes serviços não se baseia nas necessidades da população. Isso acontece porque os empresários juntamente com o poder público, tratam o transporte com uma lógica mercadológica capitalista. 

Foto: Gabriel Sullivan / Ônibus Brasil


No último dia 29 de dezembro de 2018 movimentações contra o aumento da tarifa tem inquietado a cidade de Ibirité. O prefeito William Parreira em redes sociais, se posicionou contra o aumento das passagens dos ônibus municipais e devido essa tomada de decisão (confira o vídeo abaixo), a empresa (Sidon) que atua através de consórcio no terminal de Ibirité, impediu a entrada das linhas municipais para dentro do terminal. Cabe salientar, que o aumento de 6,4% foi realizado nas demais linhas que circulam no terminal de Ibirité, sendo cobrado o valor de R$ 6,15 para as linhas troncais e R$ 4,30 para as linhas alimentadoras.


Após o anúncio feito pelo prefeito e a alteração na circulação dos ônibus no terminal, a população está sofrendo graves consequências, como por exemplo, o duplo pagamento tarifário. 

O passageiro que chega a estação por meio das linhas alimentadoras terá que pagar R$ 4,30 para chegar ao terminal e se o destino for outro bairro cuja a rota seja realizada pela linha municipal, o passageiro terá que sair do terminal e pagar mais uma passagem no valor de R$ 4,05. Além disso, essa alteração pode causar: 

·         A possibilidade de aumento de desemprego devido ao pagamento de mais de uma passagem.

·         Aumento da dificuldade de pessoas que fazem tratamento de saúde.
·         Dificuldade para estudantes que utilizam o transporte público para chegar em universidades, escolas, cursos, etc.


Foto: Movimento contra a tarifa em frente ao terminal de Ibirité no dia 31/12
Tendo em vista os problemas ocasionados com a não circulação das linhas municipais dentro do terminal, um grupo de manifestantes se reuniram nesta segunda-feira dia 31 de dezembro de 2018, para reivindicar o retorno dos ônibus municipais para dentro do terminal, bem como o revogamento do aumento das tarifas. Além disso, o grupo salienta a importância de outras demandas como a volta dos cobradores, qualidade no transporte, extinção da dupla catraca, abertura da caixa preta e dentre outras pautas.


Até o momento não houve manifestação do prefeito e nem da empresa responsável pelo transporte na cidade. Enquanto isso a população segue pagando duas passagens para ir em um local que antes era pago apenas uma. 

O movimento contra tarifa de Ibirité, manifesta repúdio contra a situação que a população está sendo submetida e ressalta que está na luta pelo direito de se deslocar sem catracas e por um transporte público de verdade que seja tratado com direito e não como mercadoria.




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